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Avaliação do DNPM

Sistema Único de Saúde — São Paulo2017R1

A tabela abaixo apresenta as fases do desenvolvimento psíquico conforme a teoria de Freud. Os itens I, II e III correspondem, respectivamente, às fases:

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A teoria do desenvolvimento psicossexual proposta por Sigmund Freud é um dos pilares clássicos da compreensão do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) na puericultura e na psiquiatria infantil. Freud postulou que a energia libidinal se concentra em diferentes zonas erógenas ao longo da infância e da adolescência, e que a forma como cada fase é vivenciada influencia a estruturação da personalidade adulta. As fases descritas são cinco: oral, anal, fálica, de latência e genital.

Fase oral (0 a 18 meses): Nessa etapa inicial, a zona erógena predominante é a boca. O prazer é obtido pela sucção, mastigação e mordida. A relação com o mundo externo se dá fundamentalmente pela alimentação e pelo contato oral. A figura materna (ou cuidador principal) é o objeto central de investimento afetivo. Fixações nessa fase podem se manifestar, na vida adulta, como dependência excessiva, tabagismo, compulsão alimentar ou traços de passividade.

Fase anal (18 meses a 3 anos): A zona erógena desloca-se para a região anal. O prazer está associado ao controle esfincteriano, ou seja, à retenção e expulsão das fezes. É nesse período que ocorre o treinamento esfincteriano, e a criança experimenta pela primeira vez a sensação de controle sobre o próprio corpo e sobre as demandas do ambiente. A relação com os pais gira em torno de limites, disciplina e autonomia. Freud descreveu dois subtipos de caráter anal: o anal-retentivo (ordem, avareza, obstinação) e o anal-expulsivo (desorganização, impulsividade, generosidade excessiva). A fase anal é marcada pelo início da noção de posse e pelo embate entre o desejo da criança e as exigências sociais de limpeza e ordem.

Fase fálica (3 a 5-6 anos): A zona erógena passa a ser a região genital. A criança descobre as diferenças anatômicas entre os sexos e desenvolve curiosidade sexual. É nessa fase que Freud situa o complexo de Édipo: o menino desenvolve desejo pela mãe e rivalidade com o pai, enquanto a menina vivencia o chamado complexo de Electra (termo cunhado por Jung, mas frequentemente associado a essa fase). A resolução do complexo de Édipo é considerada fundamental para a formação do superego, instância psíquica responsável pela internalização de normas morais e sociais. A criança começa a se identificar com o genitor do mesmo sexo. Fixações nessa fase podem resultar em dificuldades com autoridade, vaidade excessiva ou problemas de identidade.

Fase de latência (6 anos à puberdade): Após a resolução do complexo de Édipo, a energia libidinal é sublimada para atividades intelectuais, esportivas e sociais. Não há uma zona erógena predominante. A criança direciona seu interesse para o aprendizado escolar, para a convivência com pares e para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais. É um período de relativa calmaria pulsional, no qual os impulsos sexuais ficam adormecidos. A socialização se amplia para além do núcleo familiar, e a criança passa a valorizar amizades e atividades em grupo. Essa fase coincide com o período escolar e é marcada pelo desenvolvimento do pensamento lógico e pela aquisição de competências culturais.

Fase genital (puberdade em diante): Com a chegada da puberdade, a energia libidinal retorna à região genital, agora com maturidade biológica. O adolescente busca relações afetivas e sexuais fora do núcleo familiar. Se as fases anteriores foram adequadamente atravessadas, o indivíduo será capaz de estabelecer vínculos maduros, equilibrando trabalho, amor e responsabilidade social. Fixações em fases anteriores podem se manifestar como dificuldades de relacionamento, imaturidade emocional ou sintomas neuróticos.

Resumo cronológico das fases freudianas:

  • Fase oral: 0 a 18 meses
  • Fase anal: 18 meses a 3 anos
  • Fase fálica: 3 a 5-6 anos
  • Fase de latência: 6 anos à puberdade
  • Fase genital: puberdade em diante

Para provas de residência, é essencial memorizar a sequência cronológica e as características centrais de cada fase. A fase anal está ligada ao controle esfincteriano e à autonomia; a fase fálica, ao complexo de Édipo e à descoberta das diferenças sexuais; e a fase de latência, à sublimação dos impulsos em atividades intelectuais e sociais. Essa sequência (oral → anal → fálica → latência → genital) é cobrada com frequência, muitas vezes em questões que apresentam tabelas com características embaralhadas e pedem a correspondência correta.

Além de Freud, outros autores contribuíram para a compreensão do desenvolvimento infantil e são frequentemente cobrados em provas: Erik Erikson (desenvolvimento psicossocial em oito estágios), Jean Piaget (desenvolvimento cognitivo: sensório-motor, pré-operatório, operatório concreto e operatório formal), Melanie Klein (posições esquizoparanoide e depressiva) e Donald Winnicott (objeto transicional, mãe suficientemente boa). Contudo, quando a questão menciona explicitamente "teoria de Freud" e fases do desenvolvimento psíquico, a referência é inequivocamente à teoria psicossexual descrita acima.

A questão apresenta uma tabela com três espaços (I, II e III) que devem ser preenchidos com as fases do desenvolvimento psicossexual de Freud. Embora a tabela não esteja reproduzida no enunciado textual, a resposta correta (alternativa E) indica que a sequência é anal, fálica e de latência. Isso é coerente com a ordem cronológica clássica das fases freudianas: após a fase oral (0 a 18 meses), segue-se a fase anal (18 meses a 3 anos), depois a fálica (3 a 5-6 anos) e, por fim, a de latência (6 anos à puberdade). Provavelmente, a tabela listava características associadas a cada fase: o item I trazia elementos como controle esfincteriano, autonomia e relação com limites (fase anal); o item II apresentava características como descoberta das diferenças sexuais, complexo de Édipo e formação do superego (fase fálica); e o item III descrevia sublimação dos impulsos, interesse por atividades escolares e socialização ampliada (fase de latência). A chave para resolver a questão é conhecer as características definidoras de cada fase e associá-las corretamente. A sequência anal → fálica → latência respeita a cronologia freudiana e corresponde à alternativa E. As demais alternativas invertem a ordem ou trocam as fases entre si, o que não se sustenta diante das descrições clássicas.

A

De latência, fálica e anal.

Alternativa 1 (de latência, fálica e anal): Incorreta. Essa sequência inverte a ordem cronológica das fases freudianas. A fase de latência ocorre após a fálica, e a fase anal precede ambas. Colocar latência antes de fálica e anal no final contradiz a progressão clássica oral → anal → fálica → latência → genital.

B

Anal, de latência e fálica.

Alternativa 2 (anal, de latência e fálica): Incorreta. Embora acerte a fase anal como item I, inverte as posições de latência e fálica. Na teoria freudiana, a fase fálica (3 a 6 anos) precede a de latência (6 anos à puberdade), e não o contrário. Essa alternativa seria correta apenas se a tabela trouxesse características de latência no item II e de fálica no item III, o que não corresponde ao gabarito.

C

De latência, anal e fálica.

Alternativa 3 (de latência, anal e fálica): Incorreta. Coloca a fase de latência como item I, o que não condiz com as características provavelmente descritas na tabela (controle esfincteriano e autonomia correspondem à fase anal). Além disso, a sequência latência → anal → fálica não respeita nenhuma lógica cronológica freudiana.

D

Fálica, anal e de latência.

Alternativa 4 (fálica, anal e de latência): Incorreta. Inverte as posições das fases fálica e anal. Na cronologia de Freud, a fase anal (18 meses a 3 anos) precede a fálica (3 a 6 anos). As características do item I (provavelmente relacionadas a controle esfincteriano) correspondem à fase anal, não à fálica.

E

Anal, fálica e de latência.

Alternativa 5 (anal, fálica e de latência): Correta. Essa sequência respeita a ordem cronológica das fases freudianas após a fase oral: anal (18 meses a 3 anos), fálica (3 a 6 anos) e latência (6 anos à puberdade). As características descritas nos itens I, II e III da tabela correspondem, respectivamente, ao controle esfincteriano e autonomia (anal), ao complexo de Édipo e descoberta das diferenças sexuais (fálica) e à sublimação dos impulsos em atividades intelectuais e sociais (latência).

Moral da história

A sequência das fases do desenvolvimento psicossexual de Freud é: oral → anal → fálica → latência → genital. A fase anal (18 meses a 3 anos) relaciona-se ao controle esfincteriano e à autonomia; a fase fálica (3 a 6 anos) envolve o complexo de Édipo e a descoberta das diferenças sexuais; a fase de latência (6 anos à puberdade) caracteriza-se pela sublimação dos impulsos em atividades intelectuais e sociais. Memorizar essa sequência e as características centrais de cada fase é fundamental para questões de puericultura e desenvolvimento infantil em provas de residência.